Será um ataque cardíaco? Aprenda a identificar os sintomas e a reagir de imediato.

Segundo a Fundação Portuguesa de Cardiologia, morrem anualmente mais de quatro milhares de portugueses, na sequência de enfarte agudo do miocárdio. Ainda são muitos os mitos em torno do que (não) se deve fazer, mas há gestos preventivos que salvam vidas.

Um alerta sobre os sintomas de um ataque cardíaco, que já circulou por e-mail há uns anos e que ainda circula regularmente nas redes sociais, chama a atenção para o facto destes poderem ser bem mais diversos do que a simples dor no braço esquerdo ou a dor no peito. Essa informação é, todavia, pouco rigorosa, pelo que se impõe o devido esclarecimento. Nem todos os sintomas de ataque de coração serão uma dor no braço esquerdo. Fique, por isso, também atento a uma dor intensa na queixada.

Poderá nunca sentir a primeira dor no peito no decurso de um ataque de coração. Náuseas e suores intensos são também sintomas comuns. Cerca de 60% das pessoas que tiveram um ataque de coração enquanto dormiam já não se levantaram. A dor no peito pode acordá-lo de um sono profundo. Dissolva, de imediato, duas aspirinas na boca e engula-as com um pouco de água. Ligue para o 112 e refira ataque cardíaco, a toma das aspirinas e espere pelo serviço de emergência. Não se deite até obter apoio.

A informação que importa (realmente) reter

A dor mais típica num ataque cardíaco é a dor a meio do peito, retro-esternal, que pode ser também uma sensação de peso ou aperto. Normalmente, é desencadeada por um esforço, como subir escadas ou andar depressa. Na maioria dos casos, esta dor no meio do peito irradia para o braço esquerdo mas também pode, por vezes, subir até ao queixo. As náuseas e suores são, também, sintomas comuns, mas, isoladamente, não significam necessariamente que se trata de um ataque cardíaco, importa referir.

São pouco frequentes os casos de ataque cardíaco durante o sono porque, normalmente, estes episódios ocorrem na sequência de um esforço. Ainda assim, se ocorrer durante o sono, o mais comum é a pessoa já não voltar a acordar, como muitas vezes sucede. De acordo com a Fundação Portuguesa de Cardiologia, morrem anualmente mais de quatro milhares de portugueses, na sequência de enfarte agudo do miocárdio. Em caso de suspeita de ataque cardíaco, são três os comportamentos a adotar.

1. Ligue para o 112 ou dirija-se de imediato a uma urgência hospitalar. É nas primeiras horas que ocorrem mais arritmias mortais. A assistência médica atempada é fundamental para, através da administração de anticoagulante, dissolver o trombo, o coágulo, que está a entupir a artéria coronária.

2. Tomar uma ou meia aspirina é o segundo gesto a empreender. O ácido acetilsalicílico presente neste fármaco vai diminuir a coagulabilidade do sangue e, por conseguinte, pode atrasar a formação do trombo. É essencial ingerir o comprimido. Dissolvê-lo na boca não chega.

3. Não há qualquer motivo para não se deitar, ao contrário do que sugere a informação errónea partilhada nas redes sociais. Enquanto aguarda pelo apoio enviado pelo 112 ou, numa fase mais avançada, é levado para o hospital, pode permanecer na posição que lhe for mais confortável, sentado ou deitado, sem qualquer prejuízo para a evolução do quadro clínico.

 

 

 

 

 

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